terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

HISTÓRIA ECONÔMICA

Pesquisa econômica de Cairu

Cairu é o único município arquipélago do Brasil. Está localizado no litoral do território do Baixo Sul da Bahia, ocupando uma área, segundo o IBGE, de 461 Km². Dados do censo 2010, revelam que o município tem uma população de 15.366 habitantes, com densidade demográfica de 33,33 habitantes por quilômetros quadrados. O município apresenta uma peculiaridade em termos populacionais, os moradores estão distribuídos em 13 povoações nas três principais ilhas do arquipélago. Na ilha de Tinharé ficam Morro de São Paulo, Zimbo, Gamboa do Morro, Galeão, Garapuá, Batateira, Senzala e Canavieiras. Na Ilha de Cairu está o centro administrativo do município, a cidade de Cairu, Torrinha e Tapuias. Na Ilha de Velha Boipeba estão: Boipeba, Monte Alegra, Moreré e São Sebastião. Cairu, sede, Morro de São Paulo, Gamboa e Boipeba, têm cada um destes, aproximadamente um quinto da população do município.

O IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, divulgou no dia 10 de dezembro de 2010, ranking do PIB per capta dos municípios brasileiros. Cairu figura neste ranking como o segundo maior PIB da Bahia, ficando atrás apenas de São Francisco do Conde.

Este município, que no passado englobava o território, onde hoje se situam os municípios de Nilo Peçanha, Taperoá e Valença, já produziu mandioca, feijão e milho, migrando gradativamente para a produção de fumo em subistituição à de mandioca, no início do século XIX, conforme sitam, Silva, 1990 e Schwartz, 1985.

Hoje Cairu é conhecido internacionalmente, desenvolve várias atividades econômicas, destacando-se o turismo, pesca e o extrativismo vegetal.

PIAÇAVA
















A Piaçava é o principal produto agrícola do município, nativa do litoral baiano, a piaçaveira coloca Cairu entre os principais produtores do produto, empregando centenas de pessoas, de baixa escolaridade, sem carteira assinada e precariamente remunerados. O maior produtor, ou melhor, extrativista, é também do município. Em 2001, segundo uma reportagem do Globo Rural, Manoel Che extraia cerca de 900 mil quilos de piaçava. Este é apenas um dos vários donos de terras que extrai a fibra da piaçaveira, que já foi utilizada inclusive para fazer cordas para as amarras dos navios nos tempos coloniais, os índios a utilizavam para cobrir seus abrigos. A palmeira nativa é facilmente encontrada, sua semeadura acontece de forma natural, como acontecia antes da chegada dos portugueses a estas terras, raramente é plantada pelo homem. Apesar de Cairu despontar como grande produtor de piaçava, as fibras da palmeira saem do município como matéria prima de vassoura e cobertura para quiosques. Na cidade existe uma pequena fábrica de vassoura, que infelizmente, pelo menos nas primeiras observações que fiz, parece estar fechada, uma outra fabrica de pentes para cobertura de quiosque ainda resiste, mas bem abaixo de sua capacidade produtiva. Resta ainda o potencial como matéria prima para o artesanato, o que ainda não é devidamente explorado, exceto em Morro de São Paulo. Com isso, o valor agregado ao produto acontece bem longe das terras do Cairu.



DENDÊ


Presente em praticamente todas as cozinhas, pelo menos do litoral baiano e nos tabuleiros das Baianas do Acarajé, o dendê também é cultivado em Cairu em pequena quantidade bem verdade, e por não serem empregadas técnicas de cultivo, e até mesmo o replantio dos dendezeiros, a produtividade é baixa, mesmo assim, consegue gerar alguns postos de trabalho, embora que sazonal e com as mesmas fragilidades que a mão de obra da piaçava, uma vez que o trabalho do corte de dendê é realizado pelos mesmos catadores de piaçava.




COCO

O Coco da Bahia, refrigério dos dias quentes de verão nas badaladas praias de Morro de São Paulo e Boipeba, também encontra terras férteis para produzir no município de Cairu.





PESCA
Esta é uma das principais fontes de renda do município, envolve aqui os pescadores artesanais e marisqueiras, que sobrevivem da cata e da pesca dos frutos do mar. Seja na pesca diária, pelos rios que recortam as terras e dão forma ao arquipelago de Cairu, ou em mar aberto, a pesca é umas das principais fontes de renda ou de complemento alimentar para os abitantes do município. Os moradores desfrutam ainda de vastas áreas de manguesais, de onde extrai várias especies para sua subesistência, a exemplo, do carangueijo, aratú, ostra, além dos siris, vindos dos canais.


O pescadores e marisquiras utilizam canoas e barcos para ter acesso aos pesquiros e manguezais onde praticam suas atividades, a rede é um dos apetrechos que o pescador utiliza no seu dia a dia.


Gaolas para a capitura do sirí







TURISMO




Destaque Internacional como atrativo turístico, o terceiro mais visitado da Bahia, Cairu recebe anualmente milhares de turistas, de várias partes do Brasil e estrangeiros, gerando assim excelente oportunidade para os empresarios da área hoteleira, restaurantes e outros comerciantes que se estabelecem, principalmente em Morro de São Paulo e mais recentemente em Boipeba, onde também tem crescido o fluxo turístico, outras localidades começam a despertar o interece pelos visitantes, Garapuá é um deles.



GÁS NATURAL

A descoberto do campo de Manatí, pela Petrobras em 2000, trouxe expectativas para o município, mas só em 2007 é que o gás natural começou a ser prospectado. Situado a cerca de dez quilometros de distância da costa do município de Cairu, numa profundidade de 35 a 50 metros, quando em plena operação produz seis milhões de metros cúbicos de gás, gerando royalties para o município, estes royalties são investidos em obras de infraestrutura, o que aumenta o valor dos imóveis no arquipelago, gera empregos nas realizações da obras e atrai mais turistas.



COMÉRCIO

O comercio do município não é muito significativo, sobretudo na sede, praticamente tudo que é consumido em Cairu é adquirido na cidade de Valença, tornando-a o centro comercial.

PUBLICADO POR:

EQUIPE:

MÁRCIO RAIMUNDO

ROBERTO NASCIMENTO

ALAN RANGEL

VERÔNICA LARANJEIRAS

ROSILDA BARRETO

GENILDO ALVES G12